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Saúde Mental no Trabalho

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A saúde mental tem se tornado um assunto cada vez mais comum em nossa sociedade e, especialmente em tempos de pandemia, este é um tema que vem ganhando cada vez mais relevância.

Precisamos mesmo falar sobre saúde mental em todas áreas de nossa vida, afinal precisamos cuidar dela e todos nós sofremos, mesmo que em níveis diferentes, com a pandemia, o isolamento social, o trabalho remoto e tantas outras condições impostas por este problema mundial.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde mental é um estado de bem-estar no qual o indivíduo é capaz de usar suas próprias habilidades, recuperar-se do estresse rotineiro, ser produtivo e contribuir com a sua comunidade. Sabendo disso, fica claro que saúde mental está muito além das doenças mentais, mas é sobre o bem-estar da mente como um todo.

Dados também da OMS indicam que a perda de produtividade gerada por depressão e ansiedade tem gerado para a economia global um custo estimado de 1 trilhão de dólares por ano. Ou seja, o problema não é só de saúde, mas também econômico. 

No ambiente de trabalho existem uma série de situações que podem estar associadas à saúde mental, como as competições, prazos apertados para entrega, convívio com os colegas do setor, cobranças de produtividade, gestores  autoritários ou até mesmo abusivas, entre outros.

Por parte dos recursos humanos é necessário compreender a influência do ambiente corporativo em relação ao bem-estar e a saúde mental dos colaboradores. A análise feita pela OMS aponta que o ambiente de trabalho considerado “ruim” ou “negativo” pode afetar diretamente a saúde mental das pessoas gerando problemas com altos níveis de estresse, transtorno de ansiedade, depressão, Síndrome de Burnout e alguns casos de dependência química.

Para prevenir e combater isso, os gestores das empresas devem pensar em ações efetivas de melhoria do bem-estar nas organizações. A OMS tem trabalhado muito nos últimos anos para aumentar a conscientização sobre esses problemas nas empresas como por exemplo:

  • Facilitar recursos econômicos para a saúde mental do trabalhador;
  • Informar os trabalhadores que eles podem pedir ajuda;
  • Promover a participação da equipe nas decisões;
  • Implementar práticas para convivência entre colaboradores;
  • Reconhecer e recompensar a contribuição da equipe;
  • Oferecer programas de desenvolvimento pessoal;

Entre outras  ações que podem ser coisas simples, como orientações de pausas para evitar o esgotamento mental; prática de esportes para corpo e mente; estimular técnicas mentais, como meditação; e adequar o ambiente de trabalho com boa ergonomia; controle de temperatura, luminosidade e ruídos, por exemplo. Em caso de home office, instruir o trabalhador neste sentido. 

A saúde mental é um tema do interesse de todos, por isso, trabalhadores e empregadores precisam estar atentos a cada uma das questões  que mencionamos neste artigo e também aos sinais, como fadiga ou tristeza excessiva, que podem estar associados ao estresse e até mesmo à depressão. As doenças que estão mais ligadas é a Síndrome de Burnout ou conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional. A resposta é que o distúrbio se manifesta quando a relação com o trabalho acaba se transformando em estresse, ansiedade e nervosismo intenso. A pessoa acaba sendo levada ao seu limite, físico e/ou emocional, sentindo-se extremamente cansada, desmotivada e esgotada. Ao perceber que a saúde mental está sendo afetada, é importante avaliar os fatores que estão causando esse desgaste e tratar cada um deles. Se o problema persistir, é indicado que o colaborador busque ajuda profissional e converse com seu empregador sobre suas questões emocionais.

Dito tudo isso, nossa recomendação principal é que, tanto trabalhador quanto empregador, pratiquem o autocuidado e não hesitem em procurar ajuda! O apoio de colegas, familiares e da própria empresa é fundamental para a preservação da saúde mental e para sua recuperação quando ela estiver prejudicada.

Gabriela Svizzero

Engenheira Ambiental e de Segurança do Trabalho